quarta-feira, 28 de julho de 2010

Grandes lançamentos do segundo semestre- 2010


Seguem os principais lançamentos cinematográficos do segundo semestre do ano. Mais uma vez, é importante explicar que a abundância em blockbusters se devem ao maior marketing que esse tipo de filme possui. Além disso, alguns dos filmes listados podem não ser considerados grandes lançamentos, mas estão aí devido à admiração de quem escreve por determinados artistas envolvidos.

Julho:
23-Predadores: Sob a tutela de Robert Rodriguez, Nimrod Antal tenta reerguer a franquia Predador, iniciada em 1987 com Arnold Shwarznegger
23-O bem amado: Dirigido por Guel Arraes, é uma comédia política estrelada por Marco Nanini.
30-Salt: Filme com Angelina Jolie de espionagem. Mais uma vez ela repete um papel de Femme Fatalle.
30-Ponyo, uma amizade que veio do mar: Animação de Hayiao Miyazaki, dos clássicos Viagem de Chihiro e Meu amigo Totoro, chega ao Brasil com dois anos de atrazo. História parecida com A pequena sereia, deve manter o alto nível da produção de Miyazaki.

Agosto:
6- Aprendiz de feiticeiro: Produções de Jerry Bruckenheimer costumam ser grandes em escala de produção, e bilheteria. Nesse caso, o filme é uma fantasia que homenageia o curta da Disney e é estrelada por Nicolas Cage.
6-A origem: Novo filme do diretor de O cavaleiro das trevas e Amnésia, Cristopher Nolan, é uma das grandes apostas do ano. Com Leonardo de Caprio no elenco, promete unir tensão com delírio mental.
6-Meu malvado favorito: Animação da dreamworks sobre homem que pretende fazer o maior roubo da história-a lua. Steve Carrel está no elenco de dubladores.
13-Os mercenários: Para seu novo filme de ação, Stallone reuniu um elenco com grandes atores do gênero: Mickey Rourke, Jason Stathan, Jet li e, em aparições especiais, Bruce Willis e Shwarzenegger. Com parte das filmagens tendo sido feitas no Brasil, o filme é um dos mais esperados do semestre.
13(EUA)-Stone: Suspense com Robert de Niro e Edward Norton no elenco. Fica o mistério da data de lançamento no Brasil e do nível da atuação de de Niro, que vem de trabalhos fracos
20-Um jantar para idiotas: Diretor dos dois Entrando numa fria, e produtor de Borat, Jay Roach está no comando desse remake da comédia francesa O jantar dos Malas. Steve Carrel protagoniza o filme.
27-Karate kid: Remake do sucesso da década de 80, tráz Jack Chan como o mestre Sr. Han.

Setembro
3-Nosso lar: Baseado em livro de Chico Xavier, Nosso Lar é uma das produções brasileiras mais caras da história. Um filme que segue o recente hype espírita.

Outubro
8-A lenda dos guardiões: Animação sobre um grupo de corujas guerreiras dirigida por Zack Snyder, que vem de Watchmen e 300. O material já divulgado atesta, ao menos em aspectos técnicos, alta qualidade.
8(EUA)-Caça às bruxas: Suspense sobrenatural ambientado na era medieval. É estrelado por Nicolas Cage e conta com Ron Pearlman no elenco. Por hora, a data de lançamento no Brasil será essa mesmo.
8-Tropa de Elite 2: Continuação do sucesso de 2007, ainda com Wagner Moura no papel do icônico capitão Nascimento, agora como coronel lutando contra as milícias cariocas. A direção se mantêm com José Padilha.
15-Machete: O filme de Robert Rodriguez é derivado de um dos trailers falsos feitos para o projeto grindhouse, que Rodriguez fez junto a tarantino. O filme, estrelado por Danny Trejo, promete ser muito trash, com tripas, palavrões e nudez sem pudores. Robert de Niro, Steven Seagal e Lindsay Lohan também estão no elenco.
15-Scott Pilgrim: Baseado em graphic novel, Scott Pilgrim é sobre um adolescente que tem de derrotar os ex de sua namorada. Estrelado por Michael Cera.
29(EUA)-You will Meet a tall Dark stranger: Nova comédia de Woody Allen, que recentemente, além de manter constância anual na sua produção, vem mantendo a alta qualidade. Josh Brolin, Antonio Banderas e Naomi Watts estão no elenco.

Novembro
19-Harry Potter e as relíquias da morte, parte um: Primeira metade da conclusão da saga Harry Potter, um dos maiores fenômenos cinematográficos do novo milênio. A direção é de David Yates, que também comandou os dois últimos exemplares da série (O príncipe mestiço e A ordem da fênix)

Dezembro.
3-A rede social: Novo filme do diretor David Fincher, de Seven, Clube da luta e Zodíaco, será um suspense sobre os criadores do facebook.
17-Tron, o legado: Continuação da ficção científica da década de 80, parece ser o filme visualmente mais apurado do ano. Será lançado em 2D, 3D e IMAX 3D. Joseph Kosinsky dirige, Jeff Bridges está no elenco e a Disney é a produtora.
31-Entrando numa fria 3: Grande sucesso de bilheteria, Entrando numa fria foi lançado em 2000 e alardeado como uma das melhores comédias daquele ano. Já em sua segunda continuação, a série mantêm seu elenco principal, encabeçado por Roberd de Niro e Bem Stiller, mas dificilmente conseguirá manter a originalidade e qualidade do original. Resta-nos aguardar.

domingo, 25 de julho de 2010

Donnie Brasco

Visão da máfia a partir de seu elo mais fraco é ótimo filme, mas não se equipara a outras obras primas do gênero.

Filmes de Martin Scorcese, Coppola e Sergio Leone, para citar os principais, criaram uma vasta bagagem cinematográfica relacionada ao gênero máfia. Em sua incursão, o diretor Mike Newell agrega parte dessa bagagem, mas acaba por criar certa dependência de que o espectador tenha conhecimento para que compreenda o propósito para muitas das ações, e principalmente reações, das personagens. É um ótimo filme, mas não deve ser comparado às obras dos gênios supracitados.

A trama, envolvente desde seu início, foca em Donnie (Johnny Depp, de Em busca da terra do nunca) e Lefty (Al Pacino, de O informante), sendo o primeiro um agente do FBI infiltrado na máfia e Lefty um mafioso que decidiu se responsabilizar pelo novato. A história se desenvolve na medida que aumenta o envolvimento de Donnie com aquele universo mafioso, algo que dificulta cada vez mais a sua saída.

Diferentemente de grande parte de seus papeis, Pacino constrói aqui uma personagem frágil, que tenta se esconder atrás de sua aparência mafiosa, mas está consciente da condição de insubordinado. Sua atuação é um dos maiores destaques do filme, e promove grande parte do envolvimento que o espectador tem com a trama. Johnny Depp interpreta a personagem de Donnie também com muita competência, pois demonstra com maestria a tensão que cada vez mais recai sobre ele devido à sua condição de infiltrado. Grandes atuações, ignoradas nas premiações, mereciam melhor reconhecimento.

Um dos únicos pontos fracos do filme reside na construção do universo mafioso feita por Newell. Pouco se fala no primeiro ato do filme sobre os negócios mafiosos propriamente ditos. O enfoque fica no estilo de vida do mafioso, sua aparência, jeito de falar, roupas e costumes. A apresentação desse estilo é extremamente interessante, pois foi uma forma de mostrar ao espectador tanto a inexperiência de Donnie, algo que acrescenta tensão em muitos momentos, e certa limitação na visão de Lefty, que encarava toda aquela ignorância com normalidade. Entretanto, esse tipo de apresentação não cimenta para o espectador a forma como a instituição funciona. Michael Madsen, no papel do chefe da família Soony Black, apesar de ameaçador em determinados momentos, não consegue a imposição necessária a um grande líder nas cenas em que aparece.

A exceção dessa deficiência na contextualização inicial da máfia, Donnie Brasco possui desenvolvimento impecável de sua trama. Dosando momentos de alta tensão, como aquele no qual Lefty está certo de que será morto, com outros mais descontraídos, como parte da estada deles em Miami, o filme segue extremamente dinâmico. A versão conferida foi à estendida, mas o que houve aparentemente foi uma adição orgânica das cenas extras, que não tornaram enfadonha em momento algum a experiência de assistir ao filme.

Em sua conclusão, Donnie Brasco se reafirma como entretenimento de alta qualidade. Nos moldes de um final que seria o mais previsível, se apoiando nas atuações da dupla de protagonistas, Newell finaliza o filme de forma sublime. O fechamento do ciclo emocional pelo qual passaram as personagens de Pacino e Depp acaba o filme sem deixar que ele seja esquecido facilmente. A cena final de Lefty, relacionada à gaveta e alguns objetos pessoais, é absolutamente impecável.

As poucas cenas de violência são conduzidas de forma competente, e conseguem atribuir a devida importância aos eventos aos quais elas se referem. Entretanto, são em momentos como esses que fica ainda mais clara o abismo que existe entre Newell e outros diretores mais experientes no gênero. Comparando com Scorsese, por exemplo, a violência vista em Donnie Brasco sequer se aproxima da visceralidade com que essa é mostrada em Os bons companheiros ou mesmo Cassino. No cinema de Newell, tudo parece mais comum, com menos personalidade, e, por isso, apesar da construção de um ótimo filme, não conseguiu produzir algo que recebesse o status de Obra prima.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Análise- Cidade dos anjos

No limite do amor impossível, Cidade dos anjos é um ótimo filme

Muitas das críticas de Cidade dos anjos são feitas quando ele é comparado a Asas do desejo, filme alemão no qual se inspirou. Essa análise será feita do filme de forma independente do seu precursor, principalmente porque quem escreve não conferiu o filme alemão.

Logo na primeira cena, certa estranheza atinge o espectador quando defronte à personagem de Nicolas Cage, absolutamente inerte ao desespero de uma mãe que tenta salvar a vida de sua filha. Ouvem-se falas por parte da mãe, mas seus lábios não se movem. O semblante da personagem de Cage é calmo, expressando o quão recorrente é aquela situação para ele. Ele só é percebido pela enferma, que lhe retribui olhares. Já no hospital para onde a menina fora levada, sua alma se separa de seu corpo. Junto à Cage, ela caminha e é questionada: “O que você mais gostava em vida”. “De pijamas”, vem à resposta.

Nessa abertura reside aquele que é, para mim, o grande mérito do filme: sua capacidade de introduzir todo um universo fictício (o dos anjos) através de cenas que nunca foquem na explicação, mas sempre nas personagens que as protagonizam. Nesse caso, o espectador já compreende o modo como os anjos agem, o fato de que são visíveis apenas aos moribundos e mortos, a capacidade de ler pensamentos desses anjos e é introduzida a personagem de Cage através da pergunta que este faz à menina morta. Um número grande de informações levando em conta o quão emotiva consegue ser a conclusão da cena.

Seguindo a mesma linha é a introdução da personagem de Meg Ryan, a médica Meggie Grace. É interessante apontar a antítese que se constrói em relação ao anjo: ao mesmo tempo que ele é mostrado levando uma vida, Meggie é introduzida em cena que mostra sua obstinação como médica em manter a vida de seu paciente.

Outro fator que torna brilhante o filme do diretor Brad Silberling é a dupla de protagonistas e o impacto que as cenas em que estão juntos provocam. Cage está em um de seus melhores papéis, apesar deste destoar do que faz mais tipicamente: em quanto na maior parte de sua produção o ator prima por tipos explosivos e hiperativos, que o levam conseqüentemente ao overacting, aqui consegue expressar um ar angelical, com olhar e tom de voz calmos e altamente introspectivos. Já Meg Ryan, apesar de não possuir um papel que exija expressividade mais intensa, mostra consistência tanto nas cenas em que tem de lidar com a condição de Seth (como é chamado o anjo de Cage), quanto quando pretende mostrar a impossibilidade com que é defrontada quando tem de salvar pacientes.

Em sua narrativa, Cidade dos anjos segue a linha do amor romântico impossibilitado pela condição dos protagonistas. No caso, tem-se a personagem Seth, um anjo com objetivo de ajudar almas humanas tanto vivas quanto mortas, mas que não costuma se expor no plano material. Em determinada ocasião, se apaixona pela médica Meggie, a qual vem abalada por sentir que algo sobrenatural vem impedindo que ela salvasse um paciente em cirurgia. O filme se desenvolve nos encontros que Seth e Meggie têm, e nas adversidades que a condição de anjo da personagem de Cage proporciona.

Bons coadjuvantes também auxiliam o bom desenvolvimento da trama. O destaque fica por conta de Nathaniel Massinger, interpretado por Dennis Franz, que não só traz certo apelo cômico ao filme, mas também o torna mais alegre em alguns dos momentos em que aparece em cena, em especial quando corre para o mar para provar da sensação de contato com a água que só humanos tem. Interessante também na construção de Nathaniel é sua compulsão por comida, afinal, o paladar é um dos sentidos de maior sensibilidade. Ademais, pode-se citar Cassiel e Jordan Ferris, respectivamente o anjo companheiro de Seth e o médico pretendente de Meggie, que são interpretados com competência, mas não possuem desenvolvimento muito aprofundado.

Último ponto de destaque da obra é o grande apelo emocional que ela consegue obter. Tal apelo se obtêm tanto pela forte ligação que o espectador estabelece com a dupla de protagonistas, quanto por belas cenas permeadas por músicas como Iris e Angel. São poucos os filmes que conseguem resultados tão satisfatórios em cenas sem falas, só com as trilhas sonoras em destaque.

Independente de comparações com o filme original, Cidade dos anjos é um filme maravilhoso. Consegue retomar a história do amor impossível e elevá-la a um novo patamar, o espiritual. Cage e Meg Ryan formam em cena um dos mais belos casais já construídos, e, unida a direção eficiente de Brad Silberling, formam um dos mais belos filmes de amor dos últimos tempos.

“Talvez a emoção se torna tão intensa que transborda do corpo. Sua mente e seus sentimentos tornam-se poderosos de mais. E seu corpo chora.”

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dos quadrinhos pras telas

A evolução do cinema baseado em quadrinhos até o recente Kick-ass.

Apesar de ser o primeiro filme com temática e estilo baseado em quadrinhos, não apoio que Superman- o filme (1979) tenha sido responsável pelo conseguinte desenvolvimento desse tipo de cinema. Dirigido por Richard Donner, e com Cristopher Reeve no papel do homem de aço,
o filme foi uma grande e cuidadosa produção da época: com cenas de ação estonteantes, ritmo frenético, um vilão que se eternizou no cinema e elenco de apoio de alta qualidade (Marlon Brando e Gene Hackman faziam parte), o filme fez sucesso de crítica e bilheteria. Entretanto, as continuações, que gradualmente caíram em qualidade e arrecadação, fizeram com que o foco dos produtores, que não queriam se arriscar, não ficasse nesse tipo de filme. Para eles, Superman havia sido um fenômeno específico, que dificilmente se repetiria....Grande erro.
Nova aposta arriscada de um estúdio, em 1989 chegou aos cinemas Batman, que contava com a visão artística particular de Tim Burton. No filme, o diretor criara uma Gothan City ao mesmo tempo colorida e sombria. A figura do Coringa criada por Jack Nicholson fora considerada um dos grandes méritos do filme, que, apesar de não ser perfeito em sua concepção, agradou aos fãs em geral e foi uma das dez maiores bilheterias da década de 80. Esse sim, foi o marco do início do desenvolvimento da indústria cinematográfica baseada em quadrinhos.
Em suas continuações da década de 90, a série Batman teve um novo pico (com Batman, o retorno, ainda nas mãos de Burton) e dois filmes desastrosos concebidos por Joel Schumacher, que tiveram êxito em arrecadação.

• Anos 2000

O novo milênio se iniciou no cinema de heróis com X-Men, de Bryan Singer. Reunindo atores consagrados, o filme é bem sucedido na construção de um conto sobre preconceito e como se lida com esse preconceito, transposto para a situação de mutantes que são rejeitados pela sociedade e reagem de diferentes formas a essa rejeição, alguns usando sua superioridade genética com violência e outros tentando utilizar a via diplomática. Um filme que, apesar de não ter proporcionado nenhuma revolução visual, teve bilheteria alta e impulsionou a produção de cinema baseado em quadrinhos.

Em 2002, Homem Aranha chega aos cinemas. Concebido com paixão pelo diretor Sam Raimi, o filme estabelece alguns padrões que seriam seguidos por muitos outros posteriores filmes sobre heróis: a tragédia pessoal do protagonista, o jeito como ele descobre seus novos poderes, a forma como o protagonista perdedor consegue uma imposição quando nos trajes heróicos, a relação entre poder e responsabilidade, em fim, uma obra determinante que influenciou a grande maioria dos filmes sobre o tema que estariam por vir. A bilheteria exorbitante de 821 milhões garantiu suas continuações.

Ambosos filmes (Homem aranha e X-Men) tiveram duas seqüências: a primeira com qualidade que se equipara, ou até eleva, a original, e uma segunda sem o mesmo apelo, demonstrando um certo desgaste.

Novas obras, baseadas em heróis menos populares, chegaram: O justiceiro, O demolidor, Hulk (este, com posterior retomada em 2008 por Luis Leterrier) e Quarteto fantástico foram filmes mais fracos, alguns deles não chegaram sequer a embalar continuações, mas que tiveram relativo sucesso comercial, em especial os dois filmes do Quarteto fantástico.

Um nome que ganhou destaque na conversão de quadrinhos para o cinema foi Cristopher Nolan. Em 2005 o diretor propôs uma nova visão sobre o mundo do homem morcego em Batman Begins, que contava com Christian Bale, Liam Neeson e Michael Caine no elenco. Era um filme mais sério e realista, que tratava com profundidade o seu herói e dava ao filme um tom de thriller policial. A seqüência, Batman - o Cavaleiro das trevas teve uma das maiores bilheterias da história do cinema (mais de 1bilhão) e rendeu o Oscar póstumo ao intérprete do Coringa Heath Ledger, que construiu a imagem do psicótico vilão com maestria e perturbação raramente vistos.

No mesmo ano do Cavaleiro das trevas, aportava nas telas um dos filmes de herói mais divertidos e populares já feitos. Homem de Ferro, por John Fravou trouxe ao universo super herói o espírito de Rock’n roll encarnado na figura rebelde de Robert Downey .jr, principal mérito da produção, fez um herói sem neuroses, cheio de vícios e defeitos, cuja prioridade é se divertir. Em 2010, motivada pelo sucesso do precursor, chega uma continuação, com Mickey Rourke, Sam Rockwell e Scarlett Johansson como novidades no elenco. O filme original foi a primeira produção da Marvel como estúdio independente, e iniciou uma série de produções que culminarão em Os Vingadores, no qual se reunirão Homem de Ferro, Hulk, Capitão América e Thor, estes dois últimos com filmes independentes em produção.

Graphic Novels :


Graphic Novel é um termo que designa aquelas histórias em quadrinhos lançadas e que, como um livro, possuem começo e fim determinados e se resumem aos acontecimentos ali citados. Este tipo de hq também originou filmes incríveis: V de vingança, com Natalie Portman e Hugo Weaving foi baseado em uma obra de Alan Moore e é um ótimo filme que aborda a rebeldia contra a impunidade do governamental e proliferação desse sentimento rebelde.

Em 2008, baseado em quadrinho de Frank Miller, dirigido por Zack Snider, 300 de Esparta retrata a batalha das Termóplias, na qual 300 espartanos lutaram contra milhares de Persas para proteger suas terras do domínio de Xerxes. Com direção e fotografia estilizados, o filme foi um dos grandes sucessos do ano. Ainda relacionado à obra de Frank Miller, Sin City - a cidade do pecado é um filme que, apesar de extremamente violento possui grande qualidade artística.

Outra adaptação de Zack Snider foi Watchmen, considerada a maior Graphic novel da história dos quadrinhos, foi concebida também por Alan Moore na década de 80 e faz retrato realista do efeito da presença de super heróis em meio a Guerra Fria. O filme, com grande apuro técnico, é provavelmente o filme mais fiel a uma obra em quadrinhos já feito, algo que causou fortes controvérsias entre críticos e fascinação daqueles, como eu, que eram fãs do material original. Um filme incrível, com uma escolha diferenciada para a trilha sonora, que, apesar do fracasso nas bilheterias, certamente será redescoberto no futuro.

Kick-ass:

Produção independente, o filme Kick-ass foi feito simultaneamente à graphic novel na qual se baseou. O diretor, Matthew Vaughn, sofreu com a rejeição de patrocinadores e estúdios para não abrir mão de sua liberdade artística. O resultado foi um filme incrivelmente divertido, pop, inovador e tocante, que abusa da violência e tece uma trama que subverte muitos dos valores impostos pela indústria cinematográfica, de quadrinhos ou não. É uma obra na qual o politicamente incorreto impera. No elenco, destaque para Nicolas Cage (fã incondicional de quadrinhos, se entrega ao seu papel de Big Daddy) e a graciosa Chloe Moretz, que encarna da mortal Hit Girl. Um filme excepcional, que se destaca pelo realismo não das cenas de ação, mas da forma como reagiria a sociedade atual, informatizada e com velocidade de comunicação, ao aparecimento de alguém disposto a fazer sacrifícios pelo bem público: um herói.

O retorno


Descobri que há quem leia as postagens aqui redigidas, algo que me era dúvida quando ainda escrevia com certa periodicidade. Frente a isso, a partir de amanhã, 20 de Julho, o blog vai retornar à atividade com força total.

E se houver qualquer interessado em discorrer um pouco sobre cinema e outras experiências cinematográficas adversas, é só enviar o nome que pode ter absolutamente tudo o que produzir (claro, se estiver dentro da proposta do site) publicado. Não que seja grande coisa, e não é mesmo.