• A parceria
“Odeio quando as pessoas choram no cinema”. A frase, dita por Joel Coen, mostra um pouco da postura que a dupla de irmãos terá em sua filmografia, usando e abusando de muito humor negro.
Quando se recobram as grandes parcerias no cinema, é perceptível que, na maioria delas, quando bem sucedidas, a personalidade de cada integrante diverge. Foi assim com o gordo e o magro, Katharine Hepburn e Spencer Tracy, e outros tantos. Não é o caso dos Coen, sempre convergentes nas suas idéias e visões, escrevem produzem, dirigem e editam seus filmes juntos. São extremamente detalhistas e, sempre que começam a filmar, costumam ter todos os aspectos do filme já pré-definidos.
Joel e Ethan, nascidos respectivamente em 1954 e 1957, foram criados em Minnesota, lugar que inspirou grande parte de sua obra. Joel cursou cinema na “Universidade de Nova York”, onde fez seus primeiros curtas e conheceu o também cineasta Sam Raimi (da trilogia Homem Aranha), que o auxiliou em seus filmes de estreia.
• A obra
A carreira deles iniciou em 1984, com "Gosto de Sangue", que homenageia clássicos do terror e do noir. Mas sua primeira grande obra veio em 1987: Arizona nunca mais. Comédia estrelada por Nicolas Cage e Holly Hunter, conta a história de um casal que, em busca de filhos, roubam um dos cinco bebês pertencentes à uma tradicional família dona de uma grande lojas de móveis. O filme, bem recebido pela crítica, já possui traços que se consagrariam em outras obras dos irmãos: humor negro, protagonistas carismáticos em momento de catarse, situações inusitadas que levam personagens ao máximo de seu sentimentalismo, e ângulos estáticos e muitas vezes peculiares de cenas cotidianas. Era uma amostra do que estava por vir.
Depois de alguns grandes projetos, mas que não possuem toda a peculiaridade que envolve a obra dos irmãos ( Barton Fink, Na roda da fortuna e, o melhor deles, Ajuste Final), chega aos cinemas em 1997 a obra máxima da comédia dos Cohen: Fargo. Com roteiro amalucado, humor negro ao extremo e elenco estelar (William H. Macy, Frances Mcdormand e Steve Buscemi, todos em ótima forma), o filme é ambientado na cidade de Fargo, Dakota do norte. Nele, a personagem de Macy planeja seqüestrar sua própria mulher para, dessa forma, conseguir a recompensa do genro rico. O uso da fotografia esbranquiçada, e a oposição entre personagens sutis e aqueles repulsivos garantem todo o brilho desse filme incrível.
Ainda na década de 90, os Coen apresentaram sua personagem mais carismática em O Grande Lebowski, em que o protagonista interpretado por Jeff Bridges, um hippie, é confundido com um outro homem de mesmo nome, mas que é milionário e cuja mulher se individa com extrema facilidade.
O novo milênio começou com o sucesso de bilheteria “E aí meu irmão cadê você?”. Estrelado por George Clooney e John Tuturro, conta a história da fuga de três condenados. O filme é livremente inspirado em A Odisséia. No ano seguinte, continuaram com seu cinema de temática sombria no ótimo Thriller “O homem que não estava lá”, sucesso de crítica mas sem tanto êxito nas bilheterias. Depois veio a refilmagem do clássico com Peter Sellers e Alec Guinness, “O quinteto da morte”, com o título de “Matadores de velhinha”. O filme, estrelado por Tom Hanks, não mantêm a qualidade produtiva da dupla, mas é válido como pequena comédia. 2007 foi o ano do aclamado e oscarizado “Onde os fracos não tem vez”, thriller de suspense estrelado por Josh Brolin, Tomy lee- Jones e Javier Bardem, este no papel do icônico serial killer Anton Chigurh que assassinava usando um cilindro com ar comprimido. No ano seguinte, retornaram à comédia de humor negro com “Queime depois de ler”, que reuniram grande elenco em papéis cômicos, e interpretados com grande leveza. Destaque para as interpretações de Brad Pitt e John Malkovich.
• Um homem sério
No fim de semana de 19 de fevereiro desse ano (2010), foi lançado seu último filme: “Um homem sério”. É uma comédia de humor negro protagonizada por um professor de física que vê sua vida rumo à um abismo total e parte para tentar corrigir seus erros. O filme ainda está em cartaz e é altamente recomendado por este que vos escreve.
Blog criado exclusivamente para que cinéfilos discorram sobre suas experiências, e que esse material seja selecionado e lido, diferentemente da maioria dos sites por aí em que as opiniões são desprezadas. Além disso, aqui os cinéfilos de primeira viagem podem postar seus filmes para que sejam vistos e comentados por quem estiver passando.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Merchandise no cinema
Em se tratando de merchandise no cinema Star Wars foi um dos principais marcos. Antes de 1977 o merchandise era bem limitado, os filmes não eram promovidos, a única menção a eles era uma coluna bem pequena no jornal falando que filmes estavam em cartas, mas fora do cinema os filmes nunca eram promovidos e não existia nada derivado deles. Mas após George Lucas negociar os direitos de merchandise de Star Wars com outras empresas que não a Fox, ele mudou o jeito de se promover um filme.
Ele teve a idéia de criar produtos de Star Wars, pois ele queria poder ter um e porque vender esses produtos poderia dar muito dinheiro. Assim ele licenciou diversas empresas a produzirem materiais com a marca Star Wars como, LEGOS, bonecos, jogos de computador e até jogos de tabuleiro.
Muitos filmes depois foram influenciados por esta ação de George Lucas, como Senhor dos Anéis ou Harry Potter, por exemplo, que tem uma serie de produtos como bonecos, gibis, joalherias, etc.
Ele teve a idéia de criar produtos de Star Wars, pois ele queria poder ter um e porque vender esses produtos poderia dar muito dinheiro. Assim ele licenciou diversas empresas a produzirem materiais com a marca Star Wars como, LEGOS, bonecos, jogos de computador e até jogos de tabuleiro.
Muitos filmes depois foram influenciados por esta ação de George Lucas, como Senhor dos Anéis ou Harry Potter, por exemplo, que tem uma serie de produtos como bonecos, gibis, joalherias, etc.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Artigo: Arte X entretenimento.- parte 1
O cinema já existe há mais de 100 anos, e desde seus primórdios que cineastas e críticos procuram tornar o ofício em forma de expressão artística. Entretanto, há forte divergência nesse assunto por outros que não o enxergam dessa forma, e, portanto, defendem-no como forma pura de entretenimento e escape da realidade. A análise que segue não pretende ser pretensiosa a ponto de estabelecer um veredicto optando por uma das partes, mas esclarecerá o que cada uma defende. O fato é que todo cinéfilo compreende o cinema como forma de arte, e como quem lhes escreve é representante de tal gênero, tenderá por esse lado, mas nunca desprezando aquilo que leva as grandes multidões para as salas de cinema: o seu dom de entreter.
-ARTE
Para que tal discussão se desenvolva com total compreensão dos pontos defendidos, o conceito que será usado como arte deve ser estabelecido. A seguinte explicação é um tanto vaga, e não pode nem ser considerada completamente correta, mas será capaz de definir o que será levado em conta quando se cita a arte.
Primeiramente, deve-se saber que todo obra artística deve ser capaz de trabalhar o modo como o espectador vê o mundo em alguma de suas diversas nuances. Para trabalhar essa visão, obras de arte utilizam, com algumas exceções, recursos estéticos que favoreçam a interpretação do apreciador da obra, de forma que permita interpretações relacionadas aos aspectos humanos presentes na sociedade. Uma manifestação artística deve sempre ser capaz de reproduzir algum pensamento, ideologia ou sensação daquele que a concebe. Por fim, sabe-se que representantes da arte transcrevem para sua obra aspectos relacionados ao período em que vive, muitas vezes, propondo alterações no modo de vida de tal período.
-A ARTE DO ENTRETENIMENTO.
No cinema, mesmo na mente daqueles que defendem sua concepção artística, muitos dos filmes não são grandes obras de arte. Na verdade, a maioria deles não pode ser colocada em tal categoria. Porém, esse tipo de filme não- artístico deve ser altamente valorizado, e em momento algum desprezado, pois é ele que move multidões para as salas de cinema e torna, essa, uma indústria economicamente frutífera. Portanto, pode-se atribuir a contínua existência de qualquer filme, artístico ou não, aqueles que trabalham na produção de filmes sem grandes pretensões, mas que proporcionam momentos de pura diversão.
- APENAS ESCAPE OU NÃO?
A grande verdade que é possível afirmar é a de que a postura do telespectador quando ele vai ao cinema que vai determinar o nível de importância daquele filme em sua vida, sendo ele considerado artístico ou não. Dessa forma, os chamados “filmes widescreen”(não o widescreen relacionado com o tamanho da tela, mas aquele em que se percebe um cuidado com cada um dos elementos presentes em tela) podem sim fazer a diferença na vida de muitos, de forma que discute determinado assunto com uma profundidade dificilmente atingida em pensamentos desse espectador fora das quatro paredes de um cinema.
Portanto, vá ao cinema, pense e se inspire com incríveis histórias. Sejam elas dramas extremamente pessoais sobre superação como Rocky, ou mesmo contos sobre companheirismo e amizade como o que é visto em O Senhor dos anéis. Também se pode vivenciar experiências no mínimo surreais em filmes como O sétimo selo, Quero ser John Malkovich e Adaptação. São todos grandes filmes que fazem com que qualquer um reflita sobre si e os rumos de sua vida
-ARTE
Para que tal discussão se desenvolva com total compreensão dos pontos defendidos, o conceito que será usado como arte deve ser estabelecido. A seguinte explicação é um tanto vaga, e não pode nem ser considerada completamente correta, mas será capaz de definir o que será levado em conta quando se cita a arte.
Primeiramente, deve-se saber que todo obra artística deve ser capaz de trabalhar o modo como o espectador vê o mundo em alguma de suas diversas nuances. Para trabalhar essa visão, obras de arte utilizam, com algumas exceções, recursos estéticos que favoreçam a interpretação do apreciador da obra, de forma que permita interpretações relacionadas aos aspectos humanos presentes na sociedade. Uma manifestação artística deve sempre ser capaz de reproduzir algum pensamento, ideologia ou sensação daquele que a concebe. Por fim, sabe-se que representantes da arte transcrevem para sua obra aspectos relacionados ao período em que vive, muitas vezes, propondo alterações no modo de vida de tal período.
-A ARTE DO ENTRETENIMENTO.
No cinema, mesmo na mente daqueles que defendem sua concepção artística, muitos dos filmes não são grandes obras de arte. Na verdade, a maioria deles não pode ser colocada em tal categoria. Porém, esse tipo de filme não- artístico deve ser altamente valorizado, e em momento algum desprezado, pois é ele que move multidões para as salas de cinema e torna, essa, uma indústria economicamente frutífera. Portanto, pode-se atribuir a contínua existência de qualquer filme, artístico ou não, aqueles que trabalham na produção de filmes sem grandes pretensões, mas que proporcionam momentos de pura diversão.
- APENAS ESCAPE OU NÃO?
A grande verdade que é possível afirmar é a de que a postura do telespectador quando ele vai ao cinema que vai determinar o nível de importância daquele filme em sua vida, sendo ele considerado artístico ou não. Dessa forma, os chamados “filmes widescreen”(não o widescreen relacionado com o tamanho da tela, mas aquele em que se percebe um cuidado com cada um dos elementos presentes em tela) podem sim fazer a diferença na vida de muitos, de forma que discute determinado assunto com uma profundidade dificilmente atingida em pensamentos desse espectador fora das quatro paredes de um cinema.
Portanto, vá ao cinema, pense e se inspire com incríveis histórias. Sejam elas dramas extremamente pessoais sobre superação como Rocky, ou mesmo contos sobre companheirismo e amizade como o que é visto em O Senhor dos anéis. Também se pode vivenciar experiências no mínimo surreais em filmes como O sétimo selo, Quero ser John Malkovich e Adaptação. São todos grandes filmes que fazem com que qualquer um reflita sobre si e os rumos de sua vida
Assinar:
Postagens (Atom)